Dragon Age

De volta ao básico
Diário pessoal - Illidan Stormrage

Após nosso pequeno contratempo, tiramos um tempo para repensar as coisas. Planejar o futuro e tal, porque não dava mais para simplesmente ir de cabeça em tudo e ver onde isso nos levava.

Claro, isso depois de eu comentar com o Capitão Krilorn sobre os mapas que achamos e tal. Sabe como é, nada como ter alguém em um lugar bem posicionado para te avisar quando o Nug vier voando…

Enfim, enquanto eu pensava na vida, do nada, um fantasma me aparece. Um cara chamado Gorim Lovegold me aparece do nada, cobrando uma dívida ridícula (sei lá, algo como 15 peças de prata, literalmente troco de pão para um cara com os planos que eu tenho). Por outro lado, foi bom, ele é um excelente guerreiro (forte como um touro, resistente como um touro, inteligente como um touro). Precisava mesmo de um alv… er, guarda-costas.

Recebi durante o dia um pedido para conversar de um guarda da cidade. Ele queria nos avisar e tal, pedir para tomarmos cuidado… Sério, ele não conhece a gente.

Na saída da taverna encontramos um cara bem suspeito. Ou melhor, caras: nunca vi tanto cara de manto fora de uma Torre de Magos. Os caras, que eu chamarei de cultistas, nos ameaçaram e mandaram nós ficarmos fora do caminho.

Sério, preciso investir mais em marketing.

Problema resolvido, logo em seguida a guarda de uma nobre local, liderados pelo Capitão Braedon, chegou e nos disse uma historinha triste sobre os cultistas sequestrarem criancinhas e ser a missão deles combatê-los e blá-blá-blá.

Como se eu já não fosse encher os cultistas de flechas mesmo. Ah, e conhecemos um mago com nome pomposo e físico de gafanhoto subnutrido, um tal de Suricate Negro.

Nos dividimos: os guardas foram atrás de um segundo grupo e nós, de um terceiro. Chegamos a tempo, matamos todo mundo e, como eu sou bom assim, achamos o covil dos infelizes.

Bom, os guardas também acharam e chegaram antes. E não estavam preparados para o que encontraram. Nós, depois do episódio com o Lockwood, já estávamos esperando algo fora do comum. E varremos o chão com eles.

Lógico, as coisas não poderiam ser assim tão simples: no andar de cima do covil dos caras tinha uma dona muito bonita. E vaidosa pacas, dado que tinha espelho para tudo que é lado no aposento. Sério, parecia um dos quartos do Pearl.

E, obviamente, a dona era algum bicho do tipo mago-possuído-pelo-demo ou o que o valha. Ela fez umas urucubacas contra o grupo que acabaram deixando tudo meio confuso. Quer dizer, a Asala sabia exatamente o que fazer: enfiar o machado na dona. Já o Gorim não sabia o que fazer, então começou a quebrar espelhos (sério, sei lá o que passava pela cabeça dele). Já eu estava sendo prático: vi o Capitão Braedon desmaiado no canto da sala, fui ver se ele estava bem (não estava) e ajudá-lo a sair dali.

Acho que o Sirius estava fazendo algo, assim como o Suricate (sério, quem em sã consciência escolhe um nome desses?) mas no final, só quem fez algo útil fomos eu, que salvei o dia, e a Asala, que matou a dona.

E, diga-se de passagem, donas-bonitas-possuídas-pelo-demo ficam BEM feias depois de mortas a machadada.

No final do dia, cumprimos a missão do Slim, salvamos (ok, salvei) o capitão da nobre e ainda ganhamos uma bela grana, dois lacaios novos e um jantar na casa da Bann Baranti.

Devia ter jogado na loteria.

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Primeiro Problema
Diário pessoal - Illidan Stormrage

Após nossos sucessos iniciais, estávamos ficando bem convencidos da nossa própria capacidade de resolver problemas. Grande erro.

Pegamos um novo trabalho, esse mais simples: tínhamos que encontrar alguns caras, nada de muita importância. Nos equipamos, compramos algum equipamento e fomos para o trabalho. Rastreamos (o que significa que eu rastreei) os ditos cujos até uma passagem secreta nas docas (pois é, isso existe de verdade).

Essa passagem secreta merece um pouco de explicação: incrustada na pedra, obviamente feita por alguém com muita grana, cheia de armadilhas (nada que eu não possa resolver) e com duas saídas: a que dava no esconderijo dos bandidos e uma outra que eu não sei onde vai dar (infelizmente ainda não sei arrombar trancas mágicas. Ainda). Acho que ainda vamos usar muito essa passagem, ainda que fatos recentes me façam questionar se temos cacife para algo desse porte.

Chegando ao esconderijo, decidimos que iríamos desistir da aproximação sutil e iríamos fazer o que fazemos de melhor: causar caos e estrago. E como esperado, tudo aconteceu rápido e sujo. No final, só estávamos de pé e eles não. Ainda não sei se foi uma flecha que me venderam por engano ou se eu estou de alguma forma desenvolvendo algum tipo de poder de tanto andar perto daquele mago de Tevinter, mas uma das minhas flechas explodiu um cara. Deve ter algo sobre isso no meu livro.

No lugar, achamos várias coisas interessantes, mas a mais interessante era um conjunto de mapas. Quando entregamos eles ao Slim, ele nos disse que os mapas eram todos de casas dos nobres de Denerim. OK, estamos oficialmente na Grande Liga.

Voltamos para o nosso quartel general provisório para descansar,e foi aí que tudo foi pro buraco. Algum idiota pos fogo no lugar quando dormíamos. Felizmente acordamos antes de virar churrasco. Infelizmente a porta da frente não era opção para fugir, então fomos pela janela.

Sabem, em retrospecto foi bom eu ter saído primeiro. Duvido que Sirius tivesse sobrevivido se ELE tivesse caído na armadilha de estacas que estava bem debaixo da janela, na nossa rota de fuga. E sim, doeu MUITO.

No final, o prédio dos Blackstone Irregulars foi todo queimado, e nós fomos escoltados para o Forte Drakon para dar explicações. Acho que no final o Capitão Krilorn foi mais compreensivo do que eu esperava, mas ainda acho que ele só nos ofereceu um lugar para passar a noite porque queria ficar de olho em nós.

Bem, no dia seguinte acordamos mau humorados e querendo alguém para matar. Não qualquer um, especificamente Lockwood. Não tínhamos dúvidas de que o safado era o responsável por termos perdido a base dos Irregulars e por eu ter sido feito de espeto de churrasco. Literalmente. Logo, quando nos deram a dica de que ele estava num armazém abandonado, nem pensamos duas vezes: fomos direto para lá.

E, novamente, em retrospecto acho que foi A grande bobagem que fizemos.

Claro, encontramos o Lockwood. Ele e apenas dois besteiros. Simples, ou parecia: o safado estava esperando a gente. E o safado luta muito melhor do que parecia. No final, após um combate longo e glorioso, apenas eu restava de pé. E do lado de lá, todos estavam vivos, apesar do Lockwood ter sido obrigado a fazer um “recuo estratégico”.

Sabem, mesmo sem o cara do sorriso safado que eu vou arrancar da cara cedo ou tarde, ainda eram chances contra as quais qualquer cara de bom senso não apostaria. Então eu fiz o que tinha que fazer: salvei meus amigos que estavam desacordados e esperei calmamente a guarda da cidade voltar. Lógico, matei um dos besteiros no passe porque eu estava realmente PUTO e alguém ia ter que morrer.

Amigos no médico, novo esporro do Capitão Krilorn, outro esporro do Slim (acho que era o dia de levar esporro de todo mundo) para no final, entendermos (o que significa que, como cérebro por trás dessa operação EU entendi) o óbvio: precisamos de mais gente.

Hora de recrutar.

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Primeiro trabalho - Parte 2
Diário pessoal - Illidan Stormrage

Decidimos que seria interessante colocar o Edd a par do que sabíamos, afinal ele estava pagando a conta. Quando chegamos lá, Edd estava conversando com um cara novo, vestido feito… Bom, feito uma mulher. Olha, eu já vi gente esquisita de todo tipo, mas cara de vestido geralmente significa uma coisa: mago. Ele se apresentou como Sirius Kaine, e acabou que era mais um cara sendo contratado para fazer o nosso trampo.

Bom, Sirius se apresentou como legista (sim, claro) e depois de juntarmos todas as informações que tínhamos, percebemos que alguém de dentro dos Irregulars estava passando informações para fora. Também notamos que todos os Irregulars que haviam morrido estavam sempre com o brasão da unidade. Um exame mais de perto do brasão mostrou que ele era composto por duas peças que se encaixavam. Entre elas alguém colocou um pedaço de Malachite, algo bem raro por aqueles lados. Como Sirius já havia garantido que havia um mago entre os assassinos, descobrimos como eles identificavam os Irregulars.

Também descobrimos quem era o traidor. Lockwood, o treinador dos Irregulars, que também era o único com acesso a todos os emblemas e ao Armory. Lá fomos nós, tentando segurar um furioso Edd, até o salão de treinos onde ele estava com os novatos.

Acho que não deve ser surpresa para ninguém que encontramos os novatos lá mortos. E Lockwood havia fugido. Usando minhas habilidades altamente treinadas de rastreador e alguns contatos, acabei chagando até o Alienage. Asala e Sirius também chegaram, mas perderam o Edd no caminho. Paciência, ele é grandinho e eu estava mais contente porque Lockwood tinha escolhido o maior buraco da cidade para se esconder, um que por sinal está todo cercado e do qual é complicado de entrar e sair.

E eu que achava que Dust Town era ruim… Nem bem entramos e fomos recebidos pelos elfos moradores do lugar. Novamente tive que usar toda a minha lábia para salvar a nossa pele (acho que eu era o único por lá que tinha alguma noção do estrago que uma multidão de famintos pode realmente fazer). No final, depois de muita conversa e algumas pratas, fomos levados até o que parecia ser o contato dele por lá.

Não me surpreendeu não termos achado Lockwood por lá. E nem termos achado o contato dele, que estava mais para empregado, todo surrado e machucado. Me surpreendeu é termos achado ele vivo. Era como se ele quisesse que o achássemos vivo…

Sirius deu uma ajeitada no rapaz usando suas habilidades de… legista, enquanto eu batia um papo com os elfos. Pessoal humilde, mas honesto, e com um grande potencial como contatos, empregados ou talvez sócios dependendo da ocasião. Gostei deles. No final descobrimos que Lockwood foi para lá para pegar algumas pedras que ele usava como forma de contato com seus empregadores, e para roubar o ouro do elfo (honestamente, detesto esse cara mais e mais conforme o tempo passa).

Pelo menos tínhamos uma dica: o pessoal costumava ficar numa casa perto dos portões da cidade. Investigando o lugar (e depois de eu trocar uma idéia com um dono de uma loja de tecidos local – sinceramente o que eles fariam sem mim?) achamos um armazém que parecia ser a base de operações dos emboscadores. Com sorte, Lockwood estaria lá também.

Demos azar: ele não estava. Mas havia um comitê de boas vindas para nós: mesas viradas, armadilhas, arqueiros… Ah, me lembra os velhos tempos. E como nos velhos tempos eu já comecei mostrando meu cartão de visitas e meti um dardo entre os olhos de um dos arqueiros. É, eu sou bom assim.

Logicamente apareceram mais bandidos, o combate estava indo bem, tudo sob controle, até aparecer a maga. Aí a coisa descarrilhou: Asala deu um jeito nela rapidinho, mas quando a doida estava para morrer, ela virou algo que eu só tinha ouvido em histórias para assustar crianças: uma Abominação. Juro, se as crianças tivessem idéia do quanto aquilo é feio e assustador, nunca mais diriam um A para seus pais.

Daí em diante o combate ficou complicado. Quer dizer, ficou complicado para Asala e para Sirius. Eu estava de boa, lutando sozinho com dois, às vezes três pessoas. Derrubei dois, convenci um a fugir e no final Asala e Sirius deram um jeito na Abominação (tomara que nem a Pedra aceite aquela coisa…). Até conseguimos um prisioneiro para interrogar.

Depois disso, vasculhamos o lugar, pegamos o que tinha para ser pego, achei o raio do livro que Slims queria, e fomos levar o prisioneiro para o Capitão Krilorn. Nada como ganhar alguns pontinhos com a guarda da cidade, nunca se sabe quando isso vai ser útil. Mas, no final, acabamos descobrindo que Lockwood matou Edd. OK, agora eu detesto o cara, ele matou o cara que iria me pagar ANTES dele me pagar.

Livro entregue ao Slim, enviei uma carta para os Irregulars perguntando o que eles queriam fazer com a base em Denerin e dizendo que iríamos tomar conta dela até eles decidirem. É bom ter um teto sob a cabeça sem ter mais 15 pessoas com você. E acho que ganhamos uns pontinhos com os Irregulars. É, tudo está bem quando acaba bem, recebi até um elogio do Slim.

Mas ainda quero as bolas do Lockwood para usar de alvo de crossbow…

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Primeiro trabalho - Parte 1
Diário pessoal - Illidan Stormrage

Hoje acordei com um enviado do Slim tentando acordar outro cara lá no dormitório coletivo. O cara estava tão bêbado que sequer tomou conhecimento. Melhor para mim, consegui um trabalho.

Slim havia sido contatado para arrumar alguém que conhecesse os caminhos da parte baixa da cidade para ajudar um enviado dos Blackstone Irregulars. Tenho um certo apreço por unidades mercenárias, afinal eles são mais honestos do que tropas normais: eles admitem que só estão lá pelo dinheiro. E como não poderia deixar de ser, ele queria algo a mais: se eu encontrasse uma carta ou algo do gênero com quem quer que estivesse atacando os Irregulars, eu deveria levar isso para ele.

Fui encontrar meu contato. OK, eu já vi de tudo, mas quando vi aquela Kossit sentada no bar do Nobre Mastigado, eu fiquei surpreso. O que um Qunari esta fazendo desse lado do mundo? Ela se chama Asala e tenho que admitir parece ser uma pessoa bem decente, para um Qunari.

A missão era algo relativamente simples: alguém estava atacando os Irregulars, e eles queriam saber quem e por que. O mais engraçado é que quem estava atacando os Irregulars parecia sempre saber onde eles estavam e quem eram, mesmo disfarçados ou entre civis, logo também tínhamos que descobrir como.

Dei uma perguntada aos meus contatos e tudo o que conseguimos foi o contato de um capitão da guarda, Capitão Krilorn. OK, parece grande coisa, mas o fato de ninguém saber muito sobre o assunto me incomodou.

Conversando com o Capitão Krilorn, ele nos informou que o que estava acontecendo com os Irregulars era vingança de alguém com muitos recursos, e que isso provavelmente tinha a ver com uma batida que eles lideraram um mês atrás nas docas, apreendendo um monte de contrabando. Isso com certeza deixou alguém nervoso. Teria ME deixado nervoso.

Um dia de trabalho e nada de muito novo. Cara, preciso de uma cerveja. E Asala parece precisar de um bom prato de comida…

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Como tudo começou
Diário pessoal - Illidan Stormrage

Bom, nem sei direito porque estou escrevendo esse diário. Talvez seja porque passei tempo demais trabalhando para Gul’Dan e tenha pego um pouco do apreço dele por livros. Ou talvez apenas queira deixar algo para trás, para que se lembrem de mim quando o inevitável acontecer…

Enfim, Quem sabe um dia eu publico isso e fico rico? Parece ter funcionado com o tal do Varric.

Depois de… imigrar de Orzammar para a superfície e de um período conturbado de adaptação, acabei em Denerin. Algo esperado, eu sempre gostei de centros urbanos, e o bairro pobre de lá me lembra muito Dust Town.

Nem bem cheguei e já fiquei sabendo que estavam matando mendigos por lá. Elfos principalmente. Como eu tinha acabado de chegar, essa era uma oportunidade de ouro para me tornar conhecido por lá. De mais a mais, eu não tenho casta, sempre me trataram como se eu fosse menos do que lixo, logo sempre que eu posso, eu gosto de me vingar. Sim, eu sou mesquinho, e daí?

Nem precisei investigar muito para descobrir quem estava fazendo aquilo. Um bando de moleques liderados por um filhinho de papai humano que se achava grande coisa. Sinceramente eu esperava mais, foi ridiculamente fácil emboscar eles. Matei um deles antes mesmo deles saberem que eu estava lá. Amadores.

Mas pelo menos eu pude dar umas risadas. Lembro de quando os filhinhos de papai me acharam, eles mandaram eu largar as armas. Sério, quem em sã consciência manda um cara com um crossbow largar a arma? Mas como um bom anão eu obedeci e larguei dardos nos infelizes. Daí em diante deu a lógica: eu puxei a espada, eles acharam que tinham uma chance, eu varri o chão com eles, e no final o povão linchou eles.

Admito, eu fiquei orgulhoso de mim mesmo por um trabalho tão bem feito.

E o meu trabalho chamou a atenção de, pasme, outro anão. Pois é, eu também fiquei surpreso. Ele se apresentou como Slim, mas eu estou tempo suficiente nesse ramo para saber que esse não é o nome dele. O curioso é que ele não tem nenhuma tatuagem no rosto. O que diabos um nobre faz aqui?

Enfim, ele me arrumou um canto para dormir. De novo, os buracos na parede, os ratos e os outros vinte caras dividindo um quarto me lembram Dust Town. Bom começo, não?

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